Archive for the ‘Poetas’ Category

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O Segredo é náo correr atrás das Borboletas

In Poetas on domingo, fevereiro 8, 2009 por Letícia Piccolo

borboleta

“Com o tempo você vai percebendo que,

para ser feliz com outra pessoa,

você precisa,

em primeiro lugar,

não precisar dela.

 

Percebe também que aquela pessoa que você ama

(ou acha que ama)

e que não quer nada com você,

definitivamente,

não é a o homem ou a mulher da sua vida.

 

Você aprende a gostar de você,

a cuidar de você

E, principalmente,

A gostar de quem também gosta de você.

 

O segredo é não correr atrás das borboletas…

É cuidar do jardim para que elas venham até você.

 

No final das contas, você vai achar

não quem você estava procurando,

MAS QUEM ESTAVA PROCURANDO POR VOCÊ..!

 

Mário Quintana

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Todas as cartas de amor são Ridículas – F. Pessoa

In Filósofos,Poetas on sexta-feira, janeiro 16, 2009 por Letícia Piccolo Marcado: ,

cartas de amor

Todas as cartas de amor…

Fernando Pessoa
(Poesias de Álvaro de Campos)

 

Todas as cartas de amor são

Ridículas.

Não seriam cartas de amor se não fossem

Ridículas.

 

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,

Como as outras,

Ridículas.

 

As cartas de amor, se há amor,

Têm de ser

Ridículas.

 

Mas, afinal,

Só as criaturas que nunca escreveram

Cartas de amor

É que são

Ridículas.

 

Quem me dera no tempo em que escrevia

Sem dar por isso

Cartas de amor

Ridículas.

 

A verdade é que hoje

As minhas memórias

Dessas cartas de amor

É que são

Ridículas.

 

(Todas as palavras esdrúxulas,

Como os sentimentos esdrúxulos,

São naturalmente

Ridículas.)


Álvaro de Campos, 21/10/1935


Uma visão breve sobre a vida e a obra do maior poeta da língua portuguesa: 1888: Nasce
 Fernando Antônio Nogueira Pessoa, em Lisboa. – 1893: Perde o pai. – 1895: A mãe casa-se com o comandante João Miguel Rosa. Partem para Durban, África do Sul. – 1904: Recebe o Premio Queen Memorial Victoria, pelo ensaio apresentado no exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança. – 1905: Regressa sozinho a Lisboa. – 1912: Estréia na Revista Águia. – 1915: Funda, com alguns amigos, a revista Orpheu. – 1918/21: Publicação dos English Poems. – 1925: Morre a mãe do poeta. – 1934: Publica Mensagem. – 1935: Morre de complicações hepáticas em Lisboa.

Os versos acima, escritos com o heterônimo de Álvaro de Campos, foram extraídos do livro “Fernando Pessoa – Obra Poética“, Cia. José Aguilar Editora – Rio de Janeiro, 1972, pág. 399.

(conetúdo retirado da página http://www.releituras.com)

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Ana Carolina – Te olho nos olhos….

In Poetas on segunda-feira, dezembro 29, 2008 por Letícia Piccolo Marcado: ,

olhar

 

“Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente…

Desculpa, tudo que vivi foi profundamente…
Eu te ensinei quem sou
E você foi me tirando
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta…

Eu que sempre fui livre
Não importava o que os outros dissessem

Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade…
De me inventar de novo…

Desculpa…Se te olho profundamente…
Rente à pele…
A ponto de ver seus ancestrais…
Nos seus traços…

A ponto de ver a estrada…
Muito antes dos seus passos…

Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos

Eu não vou renunciar a mim

Nenhuma parte

Nenhum pedaço

Do meu ser

Vibrante

Errante

Sujo

Livre

Quente.

Eu quero estar viva

E permanecer

Te olhando profundamente…”

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Um pouco de Clarice…

In Poetas on sábado, dezembro 6, 2008 por Letícia Piccolo Marcado:

clarice-lispector

 

“Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes…

Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.

Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:

– E daí? Eu adoro voar!

Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre.

Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração.

Não me façam ser quem não sou.

Não me convidem a ser igual, porquê, sinceramente, sou diferente.

Não sei amar pela metade.

Não sei viver de mentira.

Não sei voar de pés no chão.

Sou sempre eu mesma, mas, com certeza, não serei a mesma pra sempre.”