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Felicidade foi embora…

In Filosofando on sexta-feira, janeiro 16, 2009 by Letícia Piccolo

buddypoke-eu-nas-costas-thi

 

“… E a saudade no meu peito, ainda mora…”

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Todas as cartas de amor são Ridículas – F. Pessoa

In Filósofos, Poetas on sexta-feira, janeiro 16, 2009 by Letícia Piccolo Marcado: ,

cartas de amor

Todas as cartas de amor…

Fernando Pessoa
(Poesias de Álvaro de Campos)

 

Todas as cartas de amor são

Ridículas.

Não seriam cartas de amor se não fossem

Ridículas.

 

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,

Como as outras,

Ridículas.

 

As cartas de amor, se há amor,

Têm de ser

Ridículas.

 

Mas, afinal,

Só as criaturas que nunca escreveram

Cartas de amor

É que são

Ridículas.

 

Quem me dera no tempo em que escrevia

Sem dar por isso

Cartas de amor

Ridículas.

 

A verdade é que hoje

As minhas memórias

Dessas cartas de amor

É que são

Ridículas.

 

(Todas as palavras esdrúxulas,

Como os sentimentos esdrúxulos,

São naturalmente

Ridículas.)


Álvaro de Campos, 21/10/1935


Uma visão breve sobre a vida e a obra do maior poeta da língua portuguesa: 1888: Nasce
 Fernando Antônio Nogueira Pessoa, em Lisboa. – 1893: Perde o pai. – 1895: A mãe casa-se com o comandante João Miguel Rosa. Partem para Durban, África do Sul. – 1904: Recebe o Premio Queen Memorial Victoria, pelo ensaio apresentado no exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança. – 1905: Regressa sozinho a Lisboa. – 1912: Estréia na Revista Águia. – 1915: Funda, com alguns amigos, a revista Orpheu. – 1918/21: Publicação dos English Poems. – 1925: Morre a mãe do poeta. – 1934: Publica Mensagem. – 1935: Morre de complicações hepáticas em Lisboa.

Os versos acima, escritos com o heterônimo de Álvaro de Campos, foram extraídos do livro “Fernando Pessoa – Obra Poética“, Cia. José Aguilar Editora – Rio de Janeiro, 1972, pág. 399.

(conetúdo retirado da página http://www.releituras.com)

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Médico – Uma vida de puta!

In Filosofando on domingo, janeiro 11, 2009 by Letícia Piccolo Marcado: ,

Minha amiga Simone (vulgo “Vaca” :)) me mandou hoje esse texto do Veríssimo.  Já tinha lido ele uma vez no Centro Cirúrgico de Linhares, alguém pregou no quadro de avisos.  Sempre quis copiar, mas nunca copiei.  Mas daí ele chegou novamente à mim e o mínimo que tenho que fazê-lo é publicá-lo, uma vez que além de interessante, é muito verdadeiro!!! 🙂

 


           

Médico – Uma vida de puta !
Você trabalha em horários estranhos.
Que nem as putas!
Te pagam pra fazer o cliente feliz.
Que nem as putas!
Seu trabalho sempre vai além do expediente.
Que nem as putas!
Seus amigos se distanciam de você, e você só anda com outros iguais a você.
Que nem as putas!
Seu chefe tem um lindo carro.
Que nem as putas!
Quando vai ao encontro do cliente, você tem de estar sempre apresentável.
Que nem as putas!
Mas quando você volta, parece saído do inferno.
Que nem as putas!
O cliente quer sempre pagar menos e que você faça maravilhas.
Que nem as putas!
Todo dia, ao acordar, você diz: ‘NÃO VOU PASSAR O RESTO DA VIDA FAZENDO ISSO’.
Que nem as putas!
Se as coisas dão errado, é sempre culpa sua.
Que nem as putas!
Você sempre acaba fazendo serviços de graça para o chefe, os amigos e familiares.
Que nem as putas!
Apesar de tudo isso, você trabalha com prazer.
Que nem as putas!

Bem, aqui acabou o texto do Veríssimo.
Vou adicionar alguma coisa sobre minha área, ginecologia e obstetrícia….

Você trabalha onde o resto da populaçáo se diverte (os homens e as lésbicas, no caso)
Que nem as putas!

A qualquer hora e em qualquer lugar alguém vem te contar coisas nojentas de tudo o quê você puder imaginar e você age e reage como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo!
Que nem as putas!
Hahhahahahhah


Érico Veríssimo

Um pouco sobre o autor:

Não chegou a completar os estudos secundários devido à necessidade de trabalhar.

Estabeleceu-se com uma farmácia em Cruz Alta, mas não foi bem sucedido. Mudou-se então para Porto Alegre em 1930 disposto a viver de seus escritos e na capital gaúcha passou a conviver com escritores já renomados, como Mário Quintana. No ano seguinte foi contratado para ocupar o cargo de secretário de redação da Revista do Globo, da qual se tornaria editor. A partir de 1933 ministrou aulas de Literatura Brasileira na Universidade de Berkeley.

Algumas de suas obras :

Olhai os lírios do campo – 1938

Saga – 1940
O resto é silêncio – 1943
O tempo e o vento (Trilogia – 1949-1961)

“Em geral quando termino um livro encontro-me numa confusão de sentimentos, um misto de alegria, alívio e vaga tristeza. Relendo a obra mais tarde, quase sempre penso ‘Não era bem isto o que queria dizer’.” (O escritor diante do espelho)

(Imagens e texto do Veríssimo retirado do blog  “Sanidade inSana”) 🙂

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Sobre o Amor…

In Filosofando on terça-feira, janeiro 6, 2009 by Letícia Piccolo

thi e eu 

“Todo sentimento precisa de um passado pra existir
O amor não
Ele cria como por encanto
Um passado que nos cerca
Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio
Com alguém que há pouco era quase um estranho…
Ele supre a falta de lembranças
por uma espécie de mágica…”

Poema de Benjamin Constant


“…Vem eu sei que tá tão perto
E por que não me responde
Se também tuas esperas
Te levaram pra bem longe
É longe esse lugar
Vem nunca é tarde ou distante
Pra te contar os meus segredos
A vida solta num instante
Tenho coragem tenho medo sim
Que se danem os nós…”

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O valor das coisas – Fernando Pessoa

In Filósofos, Filosofando on quarta-feira, dezembro 31, 2008 by Letícia Piccolo

voando

“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.

Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.” 

Fernando Pessoa

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Ana Carolina – Te olho nos olhos….

In Poetas on segunda-feira, dezembro 29, 2008 by Letícia Piccolo Marcado: ,

olhar

 

“Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente…

Desculpa, tudo que vivi foi profundamente…
Eu te ensinei quem sou
E você foi me tirando
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta…

Eu que sempre fui livre
Não importava o que os outros dissessem

Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade…
De me inventar de novo…

Desculpa…Se te olho profundamente…
Rente à pele…
A ponto de ver seus ancestrais…
Nos seus traços…

A ponto de ver a estrada…
Muito antes dos seus passos…

Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos

Eu não vou renunciar a mim

Nenhuma parte

Nenhum pedaço

Do meu ser

Vibrante

Errante

Sujo

Livre

Quente.

Eu quero estar viva

E permanecer

Te olhando profundamente…”

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Sucesssssooooooo!!! :)

In ! Hasta la vista Lelê ! on segunda-feira, dezembro 29, 2008 by Letícia Piccolo Marcado: ,

La Fiesta foi um sucesso!!! Obrigada a todos os artistas e tb a todos da plateia por terem comparecido!

Assim que puder posto fotitas e tudo más!! Besos!