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Médico – Uma vida de puta!

In Filosofando on domingo, janeiro 11, 2009 por Letícia Piccolo Marcado: ,

Minha amiga Simone (vulgo “Vaca” :)) me mandou hoje esse texto do Veríssimo.  Já tinha lido ele uma vez no Centro Cirúrgico de Linhares, alguém pregou no quadro de avisos.  Sempre quis copiar, mas nunca copiei.  Mas daí ele chegou novamente à mim e o mínimo que tenho que fazê-lo é publicá-lo, uma vez que além de interessante, é muito verdadeiro!!! 🙂

 


           

Médico – Uma vida de puta !
Você trabalha em horários estranhos.
Que nem as putas!
Te pagam pra fazer o cliente feliz.
Que nem as putas!
Seu trabalho sempre vai além do expediente.
Que nem as putas!
Seus amigos se distanciam de você, e você só anda com outros iguais a você.
Que nem as putas!
Seu chefe tem um lindo carro.
Que nem as putas!
Quando vai ao encontro do cliente, você tem de estar sempre apresentável.
Que nem as putas!
Mas quando você volta, parece saído do inferno.
Que nem as putas!
O cliente quer sempre pagar menos e que você faça maravilhas.
Que nem as putas!
Todo dia, ao acordar, você diz: ‘NÃO VOU PASSAR O RESTO DA VIDA FAZENDO ISSO’.
Que nem as putas!
Se as coisas dão errado, é sempre culpa sua.
Que nem as putas!
Você sempre acaba fazendo serviços de graça para o chefe, os amigos e familiares.
Que nem as putas!
Apesar de tudo isso, você trabalha com prazer.
Que nem as putas!

Bem, aqui acabou o texto do Veríssimo.
Vou adicionar alguma coisa sobre minha área, ginecologia e obstetrícia….

Você trabalha onde o resto da populaçáo se diverte (os homens e as lésbicas, no caso)
Que nem as putas!

A qualquer hora e em qualquer lugar alguém vem te contar coisas nojentas de tudo o quê você puder imaginar e você age e reage como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo!
Que nem as putas!
Hahhahahahhah


Érico Veríssimo

Um pouco sobre o autor:

Não chegou a completar os estudos secundários devido à necessidade de trabalhar.

Estabeleceu-se com uma farmácia em Cruz Alta, mas não foi bem sucedido. Mudou-se então para Porto Alegre em 1930 disposto a viver de seus escritos e na capital gaúcha passou a conviver com escritores já renomados, como Mário Quintana. No ano seguinte foi contratado para ocupar o cargo de secretário de redação da Revista do Globo, da qual se tornaria editor. A partir de 1933 ministrou aulas de Literatura Brasileira na Universidade de Berkeley.

Algumas de suas obras :

Olhai os lírios do campo – 1938

Saga – 1940
O resto é silêncio – 1943
O tempo e o vento (Trilogia – 1949-1961)

“Em geral quando termino um livro encontro-me numa confusão de sentimentos, um misto de alegria, alívio e vaga tristeza. Relendo a obra mais tarde, quase sempre penso ‘Não era bem isto o que queria dizer’.” (O escritor diante do espelho)

(Imagens e texto do Veríssimo retirado do blog  “Sanidade inSana”) 🙂

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